sábado, 28 de janeiro de 2012

Educação

 Hoje acordei pensando em qual seria o tema do meu primeiro texto blogueiro. Então me veio à cabeça uma frase que minha mãe sempre me disse: "Educação em primeiro lugar, meu filho". Está ai! Achei o assunto! Tentarei ser sucinto, apesar da importância do tema.  Educação é algo que se aprende em casa e começa cedo, bem cedo. Quando o pai fala palavrão na frente do filho, destrata a mãe, xinga o juiz de futebol, é importante que lembre que o tratamento usado dentro de casa é a imagem que seu filho reflete no mundo lá fora, como um espelho! Ligado à educação, está o respeito. Vou voltar "um pouco" no tempo para contar a vocês como foi a minha infância: morei com meus pais até 26 anos de idade e não lembro durante todo esse período ter visto uma só vez meu pai desrespeitar minha mãe. Sim, eles discutiam, mas isso era feito dentro do quarto, de portas fechadas, respeitando meus inocentes ouvidos de criança. Quanto a limites, nisso minha mãe era fera, cinta no pescoço hehehe, mas a cinta era só fachada. É lógico que ganhei várias cintadas na bunda, "por sinal o único lugar onde se deve bater em uma criança, é acolchoado pra isso", mas o que realmente valia era a presença, a constante preocupação em ensinar, conversar comigo, mostrar o errado, dizer "assim não pode". Ela trabalhava o dia inteiro, mas sempre que voltava para casa sua atenção era voltada para mim e conferia a tarefa, olhava a agenda, conversava sobre meu dia. Ela foi - e é- uma mãe presente, responsável, amorosa. Mesmo com as "cintadas", pois eu sabia que ela ia pro quarto dela chorar cada vez que eu levava o merecido corretivo. Meu pai sempre foi um exemplo pra mim, um homem de caráter íntegro, que desde cedo me sentava ao seu lado para assistir ao noticiário. Então conversava comigo sobre as notícias, colocava seus pontos de vista e dizia o que era errado e o que era certo e ouvia minha opinião. Ali estava sendo formado meu juízo de valor, meus princípios e meu caráter. Ele adorava me mostrar como fazer as coisas, como usar uma chave de fenda, um serrote, um martelo, coisas que com certeza aprendeu com meu avô e que eu sempre adorei aprender. Eu me sentia mais próximo dele, mais homenzinho. Os filhos perderam o respeito pelos seus pais, xingam, gritam e esperneiam, os fazem de gato e sapato, enquanto estes não podem mais nem dar uma palmada no bumbum da criança birrenta, pois correm o risco de serem presos, taxados de agressores de menor incapaz. Ao mesmo tempo, crianças de 8 anos jogam cadeira na cabeça da professora e a mandam para o hospital (incapazes?), jovens espancam suas mães (incapazes?) ou agridem fisicamente e verbalmente pessoas as quais nem conhecem. Onde está o limite? Quem determina e impõe o limite? O ser humano, por natureza, tende a explorar limites. Se não há ninguém que mostre que é hora de parar, ele continua e começa a achar natural espancar uma professora, quebrar e pichar a escola, desrespeitar os mais velhos. Os pais são os responsáveis pelos limites. Como diz a música do Diogo Nogueira - além do espelho- "meu filho é o espelho do espelho que sou eu". Educação se aprende em casa, minha gente! Na escola recebe-se conhecimento. Não se omitam da responsabilidade de fazer seus filhos pessoas melhores, mais educadas, que respeitem o próximo e que, por consequencia, são mais respeitadas!

2 comentários:

  1. Meu amor mais uma vez parabéns pela iniciativa do blog e pelo tema certeiro do primeiro texto!
    Como namorada sou suspeita a dizer, mas como mãe sei que quando se trata de educação você realmente sabe o que fala!
    Fazem 4 anos que estamos juntos e carinhosamente você se dispõe à me ajudar na árdua tarefa de educar o meu filho, que diga-se de passagem, não é das mais fáceis...hehehe
    Você realmente faz o que fala. E quando faz, faz bem feito, com carinho e amor!
    Obrigada por estar ao meu lado nessa jornada da educação sendo esse namorado essencial e maravilhoso que você é! Te amo!

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  2. Parabéns meu garoto! Já começou direto no ponto. Educação eh um assunto complexo e delicado. E nos dias de hoje, nos pais, temos sentido uma dificuldade imensa de fazê-lo.
    Espero que continue com essa iniciativa
    Abs
    Guilherme Santana

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